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Lidando com Problemas de Perdas de Parentes

Todos nós sabemos que em nossas vidas temos lados bons e ruins. O meu, por exemplo, já foi bom, mas agora não está muito legal.
Tudo começou no dia 26 de junho de1998.Quando eu vinha do curso de computação, minha mãe estava desesperada no telefone, eu nem imaginava o que era.
Ela estava falando com o guarda rodoviário, pois meu pai tinha sofrido um acidente, mas na verdade não era um acidente e sim uma grande perda.
Logo em seguida, minha mãe foi para Mogi das Cruzes, onde estava o corpo do meu pai.
Eu acho que eu nunca vou esquecer àqueles momentos, principalmente quando me deram a notícia de que meu pai havia partido. E no dia 20 de junho de 1999, aconteceu outra perda.
Parecia que iria começar tudo de novo. Estávamos eu, minha mãe e minha tia tomando café da manhã, quando de repente o telefone toca.
Minha mãe atende e recebe a notícia de que minha avó havia falecido, pois ela estava com câncer. Eu pensei que iria acontecer tudo novamente, foi desesperador, eu até pensei que não agüentaria ver tudo de novo. Mas, não havia melhor que um dia após o outro. Com certeza ninguém esquece, mas consegui se recuperar. Não existe nada que substitua a falta dessas duas pessoas maravilhosas que eu conheci, sinto muita falta deles, mas a vida nos ensina muitas coisas e com o tempo nós aprendemos a lidar com os problemas de perdas, apesar de ser difícil, mas podemos conseguir.

Osana
E.E. "Dr. Coriolano Burgos"


Quando eu tinha 5 anos, perdi meu avô, mas eu não senti muita falta, porque eu ainda não tinha muita noção de avó, avô. Não, não sabia o quanto ele era importante pra mim.
Passados alguns anos, eu era apegado a minha bisavó, ia sempre na casa dela, lá eu podia fazer o que quisesse, mas eu gostava mesmo era da comida que ela fazia e também gostava das histórias que ela contava, numa delas eu comecei a dar mais valor aos estudos, ela me contou que para chegar a escola ela tinha que andar mais de 5Km, no meio do canavial, e usava a mesma roupa todo dia, pois naquela época eram poucas famílias que tinham alta renda.
No ano passado, chegou as férias e eu fui para Fortaleza, fiquei 13 dias lá, quando chegou no dia de ir embora me ligaram falando que ela havia morrido, na hora não acreditei, sabia que ela era velha, mas era forte. Não me arrependi de ter ido, mas se eu não fosse era um tempo a mais pra eu ficar com ela, eu nem cheguei a ver o enterro, minha mãe falou que ela morreu da noite pro dia, dormiu normalmente e nunca mais acordou.
Depois desse dia, tento passar o máximo do meu tempo com minha família, porque sei que é muito importante.

José Fernando
E.E. "Dr. Coriolano Burgos"


Comecei a perceber que perdemos quem amamos quando tinha apenas 5 anos de idade. Meu avô materno havia falecido.
Bom, como era muito pequena, não entendia direito o que havia ocorrido. Sabia apenas que ele estava indo embora e que nunca mais o veria.
Passando-se anos, fui aprendendo a lidar com perdas, no sentido da morte. Tias e tios faleceram, minha tataravó também e outros membros distantes da família Quando, então, outro choque: minha avó paterna após passar dois meses em coma faleceu. Dessa vez era derrame.
Foi terrível. Eu não queria saber de ninguém. Pensava somente nela, em como ela era. Demorei quase um ano para aceitar que ela havia falecido .Por mais errado que fosse, da minha parte quem pagou foi meu avô, pois eu nem pensava em chegar perto da casa deles.
Parei de pensar um pouco nela, quando minha maior perda chegou. Dessa vez não era a morte, era a separação de meus pais.
Por mais que ele estivesse vivo, estivesse aqui, não estava comigo, ao meu lado. Eu sabia que não seria mais como era antes. Nossa união era perfeita.
Aguentei durante meses a barra lá em casa. Sofria, mas tinha que ajudar minha mãe a se recuperar.
Eu, ali, no meio de tudo, vendo meu parente mais próximo se afastar de mim, ir embora para outro lar.
Não sabia como agir, o que fazer. Ouvia de todos que ele estava indo embora, saindo da minha casa, mas não aceitava isso.
Passando-se dois anos, hoje estou aqui. Recuperada, ou quase recuperada. Hoje, meu único medo é que ele tenha outros filhos, pois daí a perda será maior. Enquanto isso, vivo bem com minha mãe, vejo meu pai e por partes sou feliz, aliás, há muita gente pior por aí e é feliz.

Talita
E.E. "Dr. Coriolano Burgos"


Desde pequeno amava muito meu avô, toda minha infância eu devo tudo a ele.
Mas tudo passa, o tempo foi passando, passando e eu fui crescendo.
Meu avô me ensinou muitas coisas importantes, como amar o próximo, não roubar, me ensinou as coisas mais belas da vida, me ensinou a tratar da natureza, os pássaros e não desrespeitar o próximo.
Mas o estudo me chamava, não só me chamava, como tinha que dar muita atenção aos estudos, porque isso também era uma das coisas que meu avô mais queria de mim, ele me falava que sonhava que iria ser agricultor, porque ele achava que a terra é a coisa fértil da vida para se aprender a trabalhar.
Fiquei um tempo sem vê-lo e então foi aí que ele começou a ficar doente. Tomou uma chuva na colheita e assim pegou pneumonia .
Já, então a pneumonia atacando foi ficando pior sua situação, então minha avó ligou para minha mãe avisando que meu avô não estava muito bem.
Mas o pior foi que eu estava no fim do ano na escola, não podia faltar, não daria para ir vê-lo, mas meus familiares foram. Só que a desgraça maior foi que ele faleceu, a pneumonia atacou de vez e já como ele estava fraco, já velho não resistiu e morreu.
E então isso até hoje é o problema maior que eu tenho, porque a pessoa que eu amava não deu para vê-lo nas últimas horas de sua vida.

André
E.E. "Dr. Coriolano Burgos"


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