Guerra das Malvinas (Falkland)
A Argentina reivindicou a ilha das Malvinas, ocupada pela Grã-Bretanha desde
1833. Em 2 de abril de 1982, suas 500 tropas tomaram a capital de Port Stanley da guarnição britânica de 79 fuzileiros navais. Um dia depois, os argentinos apoderaram-se da ilha de South Georgia. Entre 5 e 6 de abril do mesmo ano, os ingleses enviaram ao Atlântico Sul uma força-tarefa naval sob o comando do contra-almirante J. F. Woodward. Um grupo de batalha foi formado sob a liderança do brigadeiro Julian Thompson e, mais tarde, o general-de-divisão Jeremy Moore assumiu o comando das forças terrestres britânicas. O grupo de batalha consistia na 3ª Brigada de Comando (Comandos 40, 42 e 45), do 2º e 3º Batalhões de Pára-quedistas, de artilheiros, engenheiros militares e oito tanques leves dos Blues and Royals, junto aos destacamentos do Serviço Aéreo Especial e do Serviço Especial de Barco. O grupo foi reforçado mais tarde pela 5ª Brigada de Infantaria, formada pela
Guarda Escocesa, pelo 1º Batalhão da Guarda 1º Batalhão de Rifles Gurcas, enquanto 22 jatos Sea Harrier atuavam como suporte aéreo. As tropas argentinas nas Malvinas eram compostas de aproximadamente 15 mil soldados, sob o comando do general Mario Menendez. A principal vantagem dos argentinos estava na sua força aérea, operando do continente. Seus aviões afundaram sete navios ingleses e danificaram gravemente seis outros. Cerca de 80 aviões argentinos foram atingidos e o submarino inglês Conqueror torpedeou o cruzador General Belgrano. O exército argentino rendeu-se a 24 de junho. Ao
todo, 255 ingleses morreram e 777 ficaram feridos, ao passo que, do lado argentino, estima-se um número de mil mortos, incluindo os 368 soldados que se encontravam no General Belgrano, além de três mil feridos e 11,4 mil prisioneiros.
Esta guerra é interessante do ponto de vista histórico, pois foi um tipo de
conflito imperial do século XIX, reminescente das vitórias de campanhas britânicas na África, Índia e Ásia, assim como do ponto de vista militar, uma vez que os ingleses guerrearam sem ter acesso a nenhuma base terrestre no espaço dos 5 mil quilômetros de sua linha de abastecimento marítima. Eles venceram tanto por sua competência logística, quanto por sua eficiência militar.
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